E os heróis da nave global,
Também chutam o pau,
Ou errei o verbo?
Debaixo das cobertas,
Tudo se acoberta,
É só um comportamento inadequado,
Ou sou eu um sujeito por demais antiquado?
Ainda vão descobrir que tudo não passou de armação,
Um roteiro fajuto para aumentar a audiência
E eu aqui, perdendo meu precioso tempo
Tentando achar palavras que rimam com paciência,
Haja, Paciência!
Mas como o Pedro diz: “E a vida continua…”
É verdade, muita cabeça vazia,
Quanta bunda nua.
Eu gosto de bunda, nada contra,
Mas vagando a esmo pela casa,
Pelos lares do Brasil,
A bunda se deprecia,
É verdade, é muita bunda nua,
Quanta cabeça vazia.
E a nave não perde a direção,
Nem a vergonha,
Nem fica vermelho um tal Bial
Com a sua eterna cara de pau,
E olha ele de novo querendo entrar na poesia,
Não estou falando mais da bunda,
Mas aquilo que rima com Bial.
Tudo bem pode ser pau, pode ser até bilal.
Mas insisto é muito órgão genital,
E quanta cabeça vazia.
Daí o assunto é o mais comentado,
Ou se foi só um comportamento inadequado.
Se foi estupro, armação ou ela tinha consciência.
E eu aqui, perdendo meu precioso tempo
Tentando achar palavras que rimam com paciência,
Haja, Paciência!
Mas como o Pedro diz: “E a vida continua…”
E a discussão não se encerra em um único dia.
De um lado dizem que ela provocou e queria ver a coisa preta,
De outro, dizem que é racismo ou preconceito,
Eu só sei que é muita exposição também de peito,
E quanta cabeça vazia.
E a nave segue seu rumo e sua missão,
Abduzir os habitantes dessa aldeia global,
E eu nem sei se a culpa é do tal Bial,
Se é do peito, da bunda ou do pau,
Se dos heróis ou da sala de justiça,
Só sei que de tanto escrever me deu preguiça,
E uma coisa eu tenho certeza,
Estou aqui, perdendo meu precioso tempo.
Tentando achar palavras que rimam com sono,
E lembrei uma sábia frase:
“Cu de bêbado não tem dono”