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Desmatamento antes era de árvores nas florestas
Desse meu Brasil Brasileiro e do mulato inzoneiro.
Agora inventaram o desmatamento de gente,
Para especulação imobiliária e pelo dinheiro.
No Amazonas derrubam árvore para colocar gado.
Em São Paulo desmatam a espécie: Favelado.
Nas terras dos Nahas não tem Yanomami
Nas terras dos Nahas tem gente morta.
E em breve algum desavisado de São José
Vai receber feliz a chave para abrir a Porta.
Feita de madeira de lei e de calote público.
De uma obra escorada pelo pau do Pinheirinho.
Pelo cacetete da polícia e bala perdida.
Esse é o Brasil feito de gente que só quer levar vantagem.
País do desmatamento e da pastagem.
Terra da grana fácil e da esperteza.
E ainda dizem que país rico é país sem pobreza.
Deviam mudar logo esse slogan desatualizado.
E assumir que país rico é país sem favelado.

Adaptação da letra Haiti de Caetano Veloso.
“E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante do desmatamento do Pinheirinho.
7 mortos indefesos, mas mortos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos”